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Empresas de mineração iniciam esforços para descarbonizar clientes



O desafio principal é reduzir as emissões de estopo 3, nas siderurgias. A COP28 trouxe o texto com compromisso de limitar o aumento da temperatura em 1,5 ºC, como diz o Acordo de Paris.


A documentação foi aprovada em Dubai, onde se fala em transição. No setor de mineração, as empresas estão se empenhando ativamente no processo de transição para a sustentabilidade, adotando medidas como a eletrificação de suas frotas e explorando soluções inovadoras para reduzir a pegada de carbono nas operações de seus clientes. Esse esforço é particularmente relevante no setor siderúrgico, que é responsável por pelo menos 8% das emissões industriais em escala global.


O processo de descarbonização envolve várias fases, o Escopo 1 abrange as emissões geradas diretamente pelas atividades produtivas da empresa. Já o Escopo 2 engloba as emissões relacionadas à geração da energia elétrica consumida pela empresa. Por último, o Escopo 3 contempla as emissões dos clientes da empresa, sendo particularmente significativas no setor siderúrgico, no contexto da indústria de mineração.


A vale aposta soluções tecnológicas para ajudar a descarbonização dos clientes. Vão ser 2,5 milhões de toneladas no ano que vem e 6 milhões de toneladas em 2025, em duas unidades no Porto do Tubarão em Vitória. O objetivo é erguer outras oito unidades para fabricar briquetes e atingir metade de uma produção prevista de 100 milhões de toneladas/ano de aglomerados de minério de ferro após 2030.


A Vale estabeleceu objetivos ambiciosos para a redução de suas emissões de carbono. Para os escopos 1 e 2, a meta é diminuir em 33% até 2030, usando como referência o ano de 2017, e alcançar a neutralidade de carbono (emissão líquida zero) até 2050. Quanto às emissões de escopo 3, que correspondem a impressionantes 98% do total da empresa, o plano é reduzi-las em 15% até 2035, com o ano de 2018 como ponto de partida. Vale ressaltar que a meta para o escopo 3 passará por uma revisão em 2025 e, posteriormente, será reavaliada a cada cinco anos.


A Anglo American também apresentou metas ambiciosas de redução de emissão. O Plano de Mineração Sustentável da companhia tem como objetivo principal reduzir 30% das emissões de GEE dos escopos 1 e 2, até 2030. Em 2040, a companhia quer ser neutra em emissões nesses dois escopos. Para o escopo 3, a ambição da Anglo é reduzir 50% das emissões até 2040.


A empresa está explorando o desenvolvimento de novos produtos que contribuam para a fabricação de aço com baixo teor de carbono, focando em métodos de redução direta e em processos siderúrgicos mais sustentáveis.


Atualmente, essas iniciativas estão em fase de validação interna. A companhia já tem um histórico de produzir pellet feed de alta pureza, com baixo nível de impurezas, e "direct reduction pellet feed", um componente chave para os processos de redução direta. No Brasil, o portfólio da empresa em minério de ferro se destaca por sua baixa emissão de carbono, característica inerente desde a fase de projeto. Por exemplo, o projeto Minas-Rio produz cerca de 70% de seu pellet feed com uma concentração média de 67% de ferro, e os restantes 30% são dedicados ao "direct reduction", com um teor médio de ferro de 68%.


A BHP Billiton também está apresentando metas públicas de menor emissão. Para os escopos 1 e 2, a meta estabelecida é a redução de no mínimo 30% nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030, usando os níveis de 2020 como referência. Além disso, o objetivo é alcançar emissões zero até 2050. Em relação ao escopo 3, as metas são específicas para diferentes setores de clientes. No caso da indústria siderúrgica, o foco é desenvolver tecnologias que permitam diminuir as emissões em 30% nas usinas integradas no período de 2020 a 2030. Assim, é esperado uma adoção ampla dessas tecnologias após 2030.


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