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Mineradora brasileira é cotada fora da Ásia para exploração de terras raras de domínio da China



A Serra Verde, empresa de mineração brasileira, localizada no estado de Goiás, lançou a produção comercial de metais de terras raras no depósito de Pela Ema, marcando um importante passo na diversificação geográfica do setor face à predominância da China.


As commodities foram reconduzidas ao foco das atenções internacionais após o anúncio da China, em dezembro, de que suspenderia a exportação de diversas tecnologias relacionadas a terras raras. Essa decisão pode complicar os esforços dos Estados Unidos e seus aliados para assegurar o suprimento de matérias-primas estratégicas.


A China construiu nas últimas décadas um domínio em mineração, principalmente em terras raras, usando 17 elementos no total, desde turbinas eólicas, a veículos elétricos e equipamentos militares.


O país liderou a produção global de terras raras no ano passado, respondendo por mais de dois terços da extração mundial, além de deter a totalidade da capacidade de refino global, conforme indicam dados do governo dos EUA. Esta nação também detém a supremacia na oferta de ímãs de terras raras, componente essencial em diversos produtos manufaturados.


O Brasil emerge como um cenário promissor para a expansão da produção mineral além das fronteiras asiáticas, posicionando-se ao lado da Rússia com as terceiras maiores reservas minerais globais, superadas apenas pela China e pelo Vietnã.


O jazigo de Pela Ema é rico em terras raras leves e pesadas, destacando-se por conter principalmente neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, elementos cruciais para a transição energética. Por sua vez, Serra Verde se consagra como o primeiro empreendimento do Brasil a produzir terras raras em larga escala.


A empresa de mineração, apoiada por investidores como Denham Capital, Vision Blue Resources e Energy and Minerals Group, anunciou planos de alcançar uma produção anual de 5.000 toneladas de óxido de terras raras ao atingir sua capacidade plena. Além disso, está explorando a viabilidade de uma expansão de segunda fase que poderia dobrar essa produção antes de 2030. Parte superior do formulário

 

 

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