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Reciclagem do aço ganha protagonismo e influencia preços do setor

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Segundo dados da mais recente pesquisa de informes do mercado brasileiro de aço, divulgada pelo Instituto Aço Brasil, o consumo aparente de produtos siderúrgicos no país alcançou 26,1 milhões de toneladas em 2024, retomando níveis relevantes após oscilações registradas nos últimos anos. O avanço acompanha o desempenho da economia brasileira, que cresceu 3,4% no período, com destaque para a recuperação da indústria e da construção civil.


Entre os principais segmentos consumidores de aço, a construção civil lidera com 37,3% da demanda total, seguida pela indústria automotiva, com 24,8%, e pelo setor de bens de capital, com 19,2%. O desempenho desses setores reforça a importância estratégica do aço para diferentes cadeias produtivas, com aplicações que vão de estruturas metálicas e infraestrutura até veículos e bens duráveis.


Além da elevada escala de consumo, cada tonelada de aço reciclada evita a utilização de aproximadamente 1.400 kg de minério de ferro, 740 kg de carvão e 120 kg de calcário, reduzindo a demanda por matérias-primas ao longo da cadeia produtiva. O reaproveitamento do material também impacta diretamente a estrutura de custos da indústria siderúrgica, já que o uso de sucata como insumo contribui para maior eficiência operacional, previsibilidade de abastecimento e redução de despesas produtivas.


Essa dinâmica fortalece ainda um mercado relevante ligado à economia circular, envolvendo atividades de coleta, processamento, comercialização e reinserção da sucata na cadeia industrial.


Para o diretor de operações da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), Valdomiro Roman, a reciclabilidade do aço é um dos pilares que sustentam sua relevância histórica e atual. “O aço reúne atributos técnicos que garantem longevidade ao material dentro da indústria.


A possibilidade de reaproveitamento contínuo, sem perda de desempenho, contribui diretamente para a eficiência dos processos produtivos”, afirma. “Os dados mais recentes mostram uma demanda consistente, puxada por setores estruturais da economia. Isso evidencia como o aço permanece essencial para atender diferentes segmentos com escala, qualidade e competitividade”, completa.


Globalmente, centenas de milhões de toneladas de aço são recicladas todos os anos, consolidando o material como um dos principais exemplos de economia circular em escala industrial. No Brasil, a combinação entre demanda aquecida da indústria e elevada capacidade de reaproveitamento fortalece a posição do aço como um dos pilares da atividade produtiva nacional.


Com ampla presença em setores estratégicos e possibilidade de reinserção contínua na cadeia industrial, o aço mantém protagonismo ao combinar desempenho técnico, escala produtiva, reciclabilidade e eficiência operacional.


 

 
 
 

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