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Brasil acelera ações para reduzir emissões e fortalecer a reciclagem e a economia circular

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) informa que o alumínio nacional já registra emissões 3,5 vezes inferiores à meta global, além de apresentar altos índices de reciclagem e uma trajetória de redução das emissões próprias acima do ritmo mundial. O setor colhe os resultados de investimentos consistentes na descarbonização de seus processos produtivos.


Alinhado às principais políticas climáticas nacionais e internacionais e detentor de certificações reconhecidas globalmente, o alumínio brasileiro tem a sustentabilidade como pilar estrutural. É sobre essa base que o setor constrói uma agenda abrangente, consolidando o Brasil como referência na transição para uma economia de baixo carbono.


O setor tem participado ativamente da formulação das principais políticas climáticas brasileiras, como o Plano Clima e a Estratégia Nacional de Descarbonização da Indústria (ENDI), contribuindo para que suas diretrizes, metas e ações reflitam a realidade da indústria eletrointensiva.


A cadeia do alumínio também está entre os setores contemplados pela Taxonomia Sustentável, por atender aos critérios estabelecidos pela política, como baixos níveis de emissões, elevado potencial de reciclagem e a relevância estratégica do metal para a transição energética. O alumínio é insumo essencial para tecnologias de baixo carbono, como painéis solares, fios e cabos elétricos, turbinas eólicas e baterias, reforçando seu papel na construção de uma economia mais sustentável.


A ABAL participa de workshops e visitas técnicas com representantes do governo para apresentar as características da cadeia produtiva do alumínio, seus desafios e os avanços na agenda de descarbonização. Paralelamente, a indústria vem fortalecendo mecanismos de monitoramento, relato e verificação das emissões de gases de efeito estufa, em conformidade com referências internacionais, como o GHG Protocol, as normas ISO e a Aluminium Stewardship Initiative (ASI).


Para Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL, “o Brasil reúne atributos que o colocam em posição de destaque na transição para uma economia de baixo carbono, como uma matriz elétrica predominantemente renovável, elevados índices de reciclagem e uma indústria engajada na agenda de descarbonização. Esse contexto torna o alumínio brasileiro um ativo estratégico para uma economia mais sustentável e competitiva. A descarbonização industrial, portanto, não deve ser vista apenas como um desafio ambiental, mas também como uma importante oportunidade de desenvolvimento econômico para o País.”


O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa da ABAL mostra que a produção brasileira de alumínio primário emite cerca de 3 tCO₂e por tonelada de metal produzida, índice aproximadamente 3,5 vezes inferior à média global, de 11 tCO₂e/t. Entre 2019 e 2024, o Brasil reduziu suas emissões específicas em 27%, mais que o dobro da média mundial, de 13%.


Segundo a entidade, o setor ainda possui potencial para reduzir significativamente suas emissões até 2050, com a ampliação de tecnologias como eletrificação industrial, substituição de combustíveis fósseis e captura e armazenamento de carbono.


A reciclagem é uma das estratégias mais eficazes e de menor custo para a descarbonização, além de representar um ativo estratégico para o suprimento de matéria-prima. Hoje, 60% do alumínio consumido no Brasil é proveniente de material reciclado, cuja produção demanda 95% menos energia do que a do metal primário.


O país também mantém, há mais de 15 anos, índice superior a 96% de reciclagem de latas de alumínio para bebidas, um dos mais elevados do mundo. Além de reduzir emissões, a economia circular fortalece a segurança do suprimento, diminui a dependência de recursos naturais e amplia a competitividade do alumínio brasileiro por meio de uma menor pegada de carbono.

 

 
 
 

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