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Mineração cresce 8,2% no primeiro semestre e responde por 48% do saldo da balança comercial

  • 3 de ago.
  • 2 min de leitura

A indústria da mineração brasileira faturou R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo avanço das exportações e pelo bom desempenho de minerais como ouro e cobre. No período, o setor contribuiu com US$ 20,3 bilhões para o saldo da balança comercial, respondendo por 48% do superávit brasileiro.


Os dados foram divulgados no dia 28 pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), durante a apresentação do balanço semestral da atividade mineral.

 

Saldo comercial da mineração brasileira


Segundo o Ibram, o saldo comercial da mineração cresceu 25,4% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. As exportações minerais somaram US$ 25,1 bilhões, alta de 24,1%, com embarques de 196,2 milhões de toneladas (+2,4%). As importações alcançaram US$ 4,8 bilhões, avanço de 18,9%.


O minério de ferro manteve a liderança da pauta mineral, com US$ 13,4 bilhões em exportações, crescimento de 5,2%, e participação de 53,6% nas vendas externas do setor. Apesar disso, seu faturamento recuou 3,1%, para R$ 71,2 bilhões, permanecendo como a principal fonte de receita da mineração brasileira, com 47,2% do faturamento total da indústria.

 

Altas do ouro e do cobre


O ouro e o cobre lideraram o crescimento da mineração brasileira no primeiro semestre. As exportações de ouro alcançaram US$ 4,6 bilhões, alta de 69,3%, elevando sua participação para 18,3% das vendas externas do setor. O faturamento do metal chegou a R$ 25,3 bilhões, avanço de 44,2%.


As exportações de cobre cresceram 83,8%, para US$ 3,87 bilhões, enquanto o faturamento avançou 41%, totalizando R$ 20,6 bilhões. Já as vendas externas de nióbio somaram US$ 1,4 bilhão, alta de 13,6%.


A China permaneceu como o principal destino da produção mineral brasileira, concentrando 70,1% do volume exportado no período.

 

Minas Gerais lidera faturamento


Minas Gerais liderou o faturamento da mineração brasileira no primeiro semestre, com R$ 57,6 bilhões, o equivalente a 38,2% da receita nacional. O Pará ficou em segundo lugar, com R$ 52,2 bilhões (34,6%), seguido pela Bahia, com R$ 7,5 bilhões (5%).


A arrecadação de impostos, tributos e taxas do setor totalizou R$ 52 bilhões, alta de 8,2% em relação ao primeiro semestre de 2025. Desse montante, R$ 3,8 bilhões vieram da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), crescimento de 3,6%.

 

Carteira de investimentos cresce para US$ 76,9 bilhões


O Ibram elevou de US$ 68,4 bilhões para US$ 76,9 bilhões a previsão de investimentos da mineração brasileira entre 2026 e 2030, um aumento de 12,5% em relação à estimativa anterior.


O crescimento é impulsionado principalmente pelos minerais críticos, que concentram US$ 21,3 bilhões em projetos voltados à produção de cobre, níquel, terras raras, grafita, lítio, nióbio e zinco, refletindo a demanda global ligada à transição energética e às indústrias de alta tecnologia.


Segundo o instituto, a concretização desses investimentos dependerá de um ambiente de negócios com segurança jurídica, previsibilidade tributária e condições que preservem a competitividade da mineração brasileira.

 

 
 
 

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