top of page

NOTÍCIAS TRAPICHE

Indústria do cimento projeta crescimento entre 2% e 3% em 2025

  • trapichedperrone
  • 23 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura
ree

O Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) informou que as vendas do setor alcançaram 6,3 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 7,1% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume comercializado somou 56,6 milhões de toneladas, avanço de 3,5% frente ao igual período do ano anterior.


Segundo o SNIC, o desempenho reflete um ambiente macroeconômico contraditório, marcado por um mercado de trabalho aquecido, mas também por juros elevados, aumento da inadimplência e maior endividamento das famílias.

A taxa de desemprego atingiu em setembro o menor nível da série histórica (5,6%), acompanhada por recordes na população ocupada, 102,4 milhões de pessoas, no número de trabalhadores com carteira assinada e na massa salarial. Esse cenário contribuiu para elevar a confiança do consumidor pelo segundo mês consecutivo.


Por outro lado, o desempenho da indústria voltou a recuar, acumulando sete quedas no ano, movimento também observado na construção civil. O setor segue pressionado por demanda insuficiente, custo elevado do crédito e escassez de mão de obra.


Entre os principais desafios continuam o alto custo do financiamento e o comprometimento do orçamento das famílias. O endividamento permanece elevado (48,91%), assim como a inadimplência, que atinge 78,8 milhões de pessoas, restringindo o consumo. Além disso, com a taxa Selic mantida em 15% e expectativas de inflação acima da meta, o mercado imobiliário, principal motor do consumo de cimento, sente intensamente esses efeitos.


Em linha com as projeções do setor, a indústria brasileira do cimento mantém a expectativa de crescer entre 2% e 3% em 2025. A estimativa apoia-se em dois vetores principais: o avanço do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que deve adicionar entre 2,5 e 3 milhões de toneladas de demanda de cimento ao ano e a continuidade dos investimentos em infraestrutura, especialmente em habitação e na forte expansão do pavimento de concreto em rodovias e áreas urbanas.


A indústria brasileira do cimento apresentará seu novo Roadmap Net Zero 2050 durante a COP30, em Belém. Selecionada entre mais de 1.250 iniciativas inscritas, a proposta detalha a trajetória do setor rumo à neutralidade de carbono, reforçando o histórico brasileiro de liderança em sustentabilidade.


Atualmente, o país emite 580 kg de CO₂ por tonelada de cimento, abaixo da média global de 610 kg/t. O Brasil também figura entre os dois países que mais utilizam materiais alternativos ao clínquer — principal componente do cimento — reduzindo a intensidade de carbono do produto. Além disso, 32% da matriz energética da indústria já é composta por combustíveis alternativos, como biomassas e resíduos, percentual inferior apenas ao da União Europeia. O novo Roadmap prevê que a neutralidade climática será alcançada até 2050 com o suporte de mecanismos de remoção e compensação, incluindo Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

 

"A indústria brasileira do cimento tem uma longa trajetória de atuação em responsabilidade ambiental, social e econômica. Pouco depois de implementarmos o Roadmap de mitigação do setor em 2019, renovamos nosso compromisso com a descarbonização, lançando nossa proposta de neutralização de emissões até 2050. O novo Roadmap tem como base todo o ciclo de vida da cadeia do cimento apoiado no desenvolvimento de combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, captura, estocagem e uso de carbono, além de Soluções baseadas na Natureza (SbN). Todo esse mapa do caminho incorpora fortemente tecnologia e inovação, com ativa participação da academia, agências de fomento e os diversos integrantes da cadeia da construção”, disse Paulo Camillo Penna, Presidente do SNIC.

 

 

 
 
 

Comentários


Em Destaque
Noticias Recentes
bottom of page