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Os investimentos no setor de mineração apresentam crescimento de 28,8% e chegarão a US$ 64,5 bilhões

  • 7 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura


Segundo o IBRAM, prevê-se que os investimentos no setor mineral para o período de 2024 a 2028 atinjam US$ 64,5 bilhões, representando um crescimento significativo de aproximadamente 28,8% em comparação com as estimativas anteriores para o intervalo de 2023 a 2027, que previam investimentos de US$ 50,04 bilhões. Esse aumento expressivo se deve principalmente a projetos socioambientais, de logística e voltados para minerais essenciais à transição energética.


O investimento maior vai ser direcionado ao minério de ferro com um total de US$ 17 bilhões, seguido pelos projetos socioambientais (US$ 10,67 bilhões), logística (US$ 10,36 bilhões), cobre (US$ 6,74 bilhões) e fertilizantes (US$ 5,58 bilhões). Os minerais bauxita, zinco e ouro tiveram queda na perspectiva de investimentos até 2028, de 63,4%, 47,8% e 45,8%, respectivamente.


De acordo com as projeções do IBRAM, há um aumento notável nas estimativas de investimento para outros minérios essenciais. As terras raras, por exemplo, veem um impressionante crescimento de 870,6% em suas previsões de investimento, saltando de US$ 150 milhões para US$ 1,45 bilhão. O investimento em lítio apresenta um aumento de 174,8%, elevando-se de US$ 433 milhões para US$ 1,19 bilhão. Já o investimento em titânio registra uma expansão de 297,4%, indo de US$ 151 milhões para US$ 600 milhões.


O estado que terá a maior parcela de investimentos será Minas Gerais, com US$ 17,23 bilhões (30,6% do total). Em seguida vêm o Pará, com US$ 15,72 bilhões (16,1%), Bahia (US$ 9 bilhões), Amazonas (US$ 2,82 bilhões), Goiás (US$ 2,34 bilhões) e Ceará (US$ 1,73 bilhões.


O faturamento da indústria brasileira de mineração em 2023 teve um decréscimo em relação a 2022, totalizando R$ 248,2 bilhões, contra R$ 250 bilhões no ano anterior. A produção de minério de ferro e ouro experimentou uma retração, registrando quedas de 3,6% e 11,9%, respectivamente. Em contrapartida, o cobre, calcário, granito e bauxita apresentaram aumentos significativos em seus valores de produção, com altas de 6,5%, 11%, 25,6% e 0,3%, respectivamente.


Para o presidente do IBRAM, Raul Jungmann, os dados sinalizam perspectivas positivas para o setor, mas o País “precisa investir mais em conhecimento geológico, em instrumentos de crédito para o setor mineral, além de estabelecer maior nível de segurança jurídica para atrair mais investimentos externos”.

 

 
 
 

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